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O CONVIDADO PENETRA NO NATAL



By  Bya Campista     13:18    Marcadores:,,,,,, 
Queridos Leitores,

Muitos de vocês me pediram para escrever um livro do Conto O Convidado Penetra. Bom, não consegui ainda me dedicar à escrita de um livro desta história que eu adoro, pois estou mergulhada em outro projeto (que também amo de paixão). Contudo, vejam a surpresinha que preparei para vocês:


É isso aí! O Convidado Penetra no Natal será publicado na Amazon na próxima terça feira, 01 de dezembro. Natal chegando, e o melhor presente é rir! E rir muito! Aliás, que tal boas gargalhadas? Então, preparem seus maxilares que André Villardes virá com a corda toda!



  Gente, sério! Se você riu com André em O Convidado Penetra, posso garantir que o cara está impossível neste Conto! O Convidado Penetra no Natal é diversão garantida!


Hahahahahahahahaha nem eu aguentei! \o/

Enquanto Dezembro não chega, que tal aquela degustação bacana? Preparados? Então, vamos lá, porque rir é o melhor presente.

  


SÁBADO, vinte e três de dezembro, e eu em um shopping da Zona Norte do Rio de Janeiro.
Vinte e três de dezembro!
Antes de qualquer coisa, preciso mencionar que sou um cara um tanto “diferente”. Sabem aqueles personagens de romances quentes e filmes de James Bond: cheios do dinheiro, poderosos, charmosos e sensuais? Pois é, este sou eu. Ok, talvez não tão endinheirado assim, mas com grana suficiente para pagar as contas e adquirir muitos luxos particulares.
Contudo, há um pequeno detalhe que me torna “diferente”, conforme mencionei anteriormente: sou um tremendo desastrado! Sim, sei que isso não combina, e muito menos seja qualidade digna do homem perfeito, porém, acreditem, ainda que um pouco desajeitado, tenho o meu sexy-appeal.
Voltando ao shopping, as lojas estavam abarrotadas e os corredores não estavam diferentes. Fechei os olhos por segundos. Somente Luíza era capaz de me levar para dentro de um shopping lotado, praticamente na véspera do Natal.
Culpa sua, André! Quem mandou deixar para a última hora?
Soltei o ar com força, irritado comigo mesmo e com minha consciência. Sim, detesto ser criticado (embora, na maioria das vezes eu mereça bastante), ainda que por mim mesmo.
Olhei para os lados mais uma vez. Luíza. Sim, ela era a única razão para eu estar naquele lugar, naquele momento.
- O que eu não faço por esta linda garota? – Sussurrei como um bobo.
Mas quem é Luíza, afinal? Vocês devem estar se perguntando. Ela é a dona do meu coração, a única mulher capaz de me fazer derreter completamente. Ok, não tão mulher assim, mas ela o faz. Ela é linda, carinhosa e muito, muito fofa! Se com seus cinco anos de idade é capaz de me transformar num completo capacho, imagino o que esta garota fará com os homens quando for uma mulher de verdade!
Absolutamente NADA! Meu consciente gritou e, devo admitir que ele estava coberto de razão. Nunca, eu disse nunca deixarei qualquer ser que tenha algo balançando entre as pernas aproximar-se de minha sobrinha!
Balancei a cabeça procurando me concentrar na missão e caminhei em direção a um corredor próximo. A distância era mínima, mas pareceu levar uma eternidade para eu chegar lá. Segui em frente encontrando o lugar perfeito: enorme e com todos os tipos de brinquedos da face da Terra.
Cheia, é claro. Melhor dizendo, LOTADA! Fechei os olhos mais uma vez antes de sussurrar.
- Tudo por você, meu anjinho.
Caminhei para dentro da Disney improvisada e logo meus ouvidos foram invadidos por gritos histéricos de crianças e seus brinquedos barulhentos. Sou míope, então, estreitei meus olhos na tentativa de enxergar melhor e olhei à frente, procurando manter o foco, caminhando para o fundo da loja.
Ela tinha uma disposição interessante: várias estantes com prateleiras, como se fosse uma biblioteca, entretanto, ao invés de livros, milhares de brinquedos expostos. Deparei-me com um funcionário arrumando alguns brinquedos numa dessas estantes, provavelmente fazendo a reposição. Havia várias caixas de papelão espalhadas pelo chão e, conhecendo-me perfeitamente, resolvi não seguir por aquele caminho, a fim de evitar “acidentes”.
Segui para o outro lado, quando meus olhos foram atraídos por uma bela jovem. Estatura baixa, cabelo escuro, preso no alto da cabeça. Ela vestia uma calça preta e uma camisa estilo Polo da mesma cor, com um crachá que, naquele momento, passou despercebido por mim, pois estava ocupado demais com seus peitos.
E que peitos!
- Posso ajudá-lo, senhor?
Sua pergunta quase me fez rir. Eu estava olhando para os seus peitos e ela me pergunta se pode ajudar?
Concentre-se André Villardes!
- Sim, por favor. Procuro um presente para minha sobrinha, ela tem cinco anos. – E é a menina mais linda do mundo!
- Por aqui, senhor. - Disse com seus olhos escuros, apontando à frente. Segui-a e meus olhos foram atraídos para sua bunda, logicamente.
- Acredito que encontrará tudo de que precisa. – Virou-se em minha direção, interrompendo os pensamentos obscenos que começavam invadir minha mente pervertida. - Qualquer coisa, por favor, me chame. Aline. – Concluiu apontando o crachá em seu peito e eu engoli em seco.
Preciso pensar em alguma coisa! Aline, André... Ambos começam com A e terminam com E. Que coisa ridícula!
Pigarreei, agradecendo da melhor forma que pude, e ela saiu.
Sacudi a cabeça e observei a tal estante cheia de sonhos. E não é que a Aline estava certa? Havia de tudo um pouco: bonecas, bicicletas, tapetes coloridos, protótipos de tablets, casinhas de boneca, maquiagens... Espere um minuto! Maquiagens? Franzi o cenho, passando para outro corredor. Desde quando meninas de cinco anos usam maquiagem?
Continuando minha caminhada, deparei-me com jogos, bichinhos de pelúcia, e até casinhas super montadas com jogos de panelas. Recuso-me a dar isso de presente para a Luíza! Minha sobrinha não vai cozinhar para nenhum marmanjo idiota! Ela será levada aos melhores restaurantes do mundo! Por mim, é claro! Minha sobrinha será freira e nenhum idiota vai tocar nela! O que é? Não me julguem! É minha sobrinha e eu sei o que é melhor para ela! Imagine se ela se depara com homens como eu, Caio e João? Não! Definitivamente NÃO!
Balancei a cabeça mais uma vez, eu precisava manter o foco, entretanto, a missão estava mais difícil do que eu poderia supor.
Olhei à frente e vi a morena mais uma vez. Ela seguiu em direção à prateleira de onde eu tinha vindo e lógico que a segui, fazendo todo o caminho de volta, quando ela parou para falar com uma garota. Observei-as e logo percebi que usavam uniformes. A menina com quem ela falava era esquisita. Seu cabelo também era escuro, mas não gracioso como o de Aline: de um lado, cortado à máquina dois e do outro, cheio até a orelha, com alguns fios que iam até o pescoço.
Essa menina não tem nenhuma noção de simetria? Pensei.
Em sua orelha, um círculo maior do que minhas bolas! Fiz uma careta. Quem coloca uma coisa dessas? Seus olhos estavam carregados de preto e em seus lábios carnudos, um batom roxo.  Ela não era uma mulher feia, mas a impressão era de que tentava fazer de tudo para ser.
Ela disse alguma coisa e Aline sorriu. A esquisita abriu a boca em resposta, em um “Ah!”, batendo em sua própria testa como se lembrasse de alguma coisa, e eu juro que vi algo metálico em sua língua.
Porra!
Ela olhou em minha direção e imediatamente desviei meus olhos, mantendo-os na estante à minha frente, onde a porra de uma porca rosa me encarava. Não sei quem era mais assustador: a esquisita ou a porca a minha frente! Será que a menina não assustava as crianças daquela forma?
Olhei para a porca mais uma vez. Havia de várias formas: de pelúcia, articulada, pequena, grande. Creio em Deus Pai Todo Poderoso! Quem em sã consciência ia querer um troço desses?
Exalei com força antes de olhar as meninas mais uma vez. Aline ainda estava lá, mas sem a amiga assustadora. Ela seguiu em frente e eu resolvi caminhar atrás dela. Numa fração de segundos, fui iluminado por uma ideia fantástica: eu pediria ajuda.
Aline caminhava lentamente, quando foi abordada por uma mulher conduzindo um carrinho de bebê com uma das mãos, enquanto a outra segurava uma caixa de brinquedo. Ela parecia um pouco confusa. Disfarçadamente, parei na estante fingindo procurar por alguma coisa quando uma boneca me chamou atenção: loira, com o cabelo impecável e expressivos olhos, tão azuis como o seu vestido de princesa. Na caixa, a descrição: Barbie.
Ela é a cara da Luíza! Pensei. Sim, eu sou um tio babacão! Mas Luíza é exatamente assim! Sorri com o pensamento, pegando a caixa, e quando olhei à frente, onde estava Aline?
Estreitei os olhos, virando a cabeça de um lado para o outro, na tentativa de encontrá-la. O problema é que por causa da minha miopia não enxergo nada além do que eu consiga tocar. Ok, sou um pouco exagerado, mas... Droga! Eu precisava, pelo menos, trocar algumas palavras a mais com ela!
Virei de lado e a vi no centro da loja. Aí está você! Pensei enquanto um sorriso satisfeito se formou em meu rosto. De repente, a loja pareceu sacudir.
Não, lógico que a loja não se mexeu, mas eu sim! Lembram-se do rapaz arrumando suas mercadorias nas prateleiras e suas caixas espalhadas pelo chão? Lembram-se também do desastrado na loja, vulgo, eu? Pois é... A sequência que se desenrolou a seguir foi tão constrangedora, que nem sei por onde começar!
Eu não sei ao certo, mas tudo indica que tropecei em alguma caixa no meio do caminho, mas o fato é que perdi totalmente o equilíbrio, indo de encontro ao chão – por esse motivo, a loja pareceu se movimentar diante dos meus olhos.
Minhas mãos, porém, apoiaram-se na estante. Seria perfeito, se ela fosse fixa.
Entretanto, não era.
Vocês já ouviram falar sobre o “Efeito Dominó”? Quando se posiciona uma peça à frente da outra, e basta tocar levemente a primeira para desencadear uma reação? Foi exatamente isso que aconteceu com as estantes, e eram cinco no raio onde eu estava.
Somem-se a isso o fato de elas estarem abarrotadas de brinquedos e a loja, de clientes. Minha sorte é que não havia ninguém entre as estantes! A maioria das pessoas estava do outro lado da loja se divertindo com a grande estátua do Homem de Ferro lá exposta.
Tum! Tum! Tum! Tum! Tum! E foi assim que cinco estantes desmoronaram levando seus brinquedos juntos, e a mim também, em uma loja lotada, praticamente na véspera do Natal. Foi um estrondo!
Dá para imaginar a cara de espanto das pessoas ao ver o idiota rolando no meio do salão? Gritaria, histerismo, até que o silêncio se instalou por segundos, para então ecoar a respiração maquiavélica de Darth Vader e sua voz metálica:
Luke, eu sou o seu pai!
Puta que pariu!
Mesmo com a voz de Sir Lord Vader, TODOS olhavam para o babaca estirado no chão, com a Barbie em sua calça jeans, cabeça para baixo, como se estivesse lhe pagando um belo boquete.
Pu-ta-que-pa-riu!
E então, a confusão.
- Allah, Allah! O “senhora” está bem? – Um gordo barbudo perguntou se dirigindo a mim, porém, antes que eu pudesse responder, seus olhos faiscaram na direção oposta. - O que você fez?
O turco gritou histericamente com as mãos na cabeça para uma pálida Aline, que tentava se explicar da melhor forma possível, dizendo que não havia sido sua culpa. O louco, porém, parecia não ouvi-la e eu realmente precisava dar um jeito naquilo.
- Senhor, por favor, o erro foi meu.
O homem olhou na minha direção, a confusão sendo imediatamente substituída pela consternação ao olhar minha calça. Ele engoliu em seco.
Ah! Por favor! Tirei aquela porra de boneca do meu pau e tentei me levantar, buscando alguma dignidade. Olhei à frente e um moleque da idade da Luíza segurava um carrinho de controle remoto, enquanto ria descaradamente na minha cara.
Ele está mesmo rindo de mim? É claro que está! Sim, eu pergunto e eu mesmo respondo.
- O “senhora” está bem?
O turco interrompeu meus pensamentos e quase revirei os olhos, mas me contive.
– Estou bem, obrigado. – Enfatizei a palavra. É senhor, porra! -Desculpe-me o transtorno, por favor, faço questão de pagar por todas as avarias. – Pedi. 
- Oh, por favor, o “senhora” não precisa se preocupar!
O Senhora é minha bunda! Pensei irritado. Como não precisaria me preocupar? Nunca permitiria que ele descontasse qualquer centavo de Aline, porque bem sei que era exatamente o que aquele turco maldito tinha em mente. Não, isso não tem qualquer relação com o fato de eu estar um pouco interessado nela, apenas por um motivo simples: jamais permito que um inocente pague por meus erros, sejam eles quais forem.
- Faço questão.
Respondi decididamente e o homem engoliu em seco, enquanto uma pálida Aline me encarava com seus olhos escuros, completamente perdida. Tive a ligeira impressão de que ela tremia. Nesse momento, a esquisita pegou em sua cintura, olhos arregalados, perguntando se amiga estava bem. Bom, pelo menos ela parece se preocupar com ela.
- Por favor, calcule seu prejuízo e desconte com a compra que farei. – Concluí entregando meu cartão ao turco que, sem pestanejar, girou nos calcanhares o mais rápido que conseguiu. 
- Obrigada. – Aline gaguejou. – Você está bem? Machucou-se?
A esquisita já tinha dado o fora e eu olhei em sua direção. Suas feições eram delicadas, nariz levemente arrebitado, pele clara e olhos bem escuros. Seus lábios eram carnudos, carregados de um batom brilhante, desses que dá vontade de beijar.
- Estou bem. E você?
Ela sorriu de forma tensa. – Pensei que seria despedida. Faz um mês que estou na loja, sou extra.
Pisquei e ela concluiu com um leve sorriso. – Extra de Natal.
- Ah...
- Não pretendo fazer carreira aqui, mas enquanto não encontro nada melhor, dá para fazer uma grana nessa época do ano. – Deu de ombros.
- Garantir o carnaval, pelo menos. - Completei em tom de brincadeira. Ela sorriu e meu pau acordou. Merda!
- Então escolheu a loira? - O que? Olhei confuso e ela apontou à frente, para a caixa da Barbie destruída no chão. – As Princesas. Você escolheu a loira.
- Ah... Sim, claro, é para minha sobrinha.
- Sim, você me disse.
Não seja repetitivo, André! Pensei. O fato, porém, é que não sei conversar, ou melhor, não estou muito acostumado. Geralmente pago uma bebida e antes que ela acabe a mulher já está no meu colo. Ok, não estamos numa boate.
- Obrigada mais uma vez. – Ela estava se despedindo e eu precisava ser rápido.
- Quem sabe podemos tomar um café?                  
- Aline, estou precisando de ajuda...
A esquisita voltou me olhando com cara de poucos amigos. Qual é a dela?
- Claro, Val. – Aline respondeu sem jeito, olhando para mim em seguida. – Meu break será as três, terei quinze minutos.
Olhei o relógio em meu pulso, antes de lhe devolver um sorriso sedutor. – Vejo você daqui a uma hora.
Ela sorriu me entregando outra caixa da Barbie Princesa intacta.
 Segui ao caixa caminhando com cuidado, na tentativa de não causar outro acidente. Na fila, deparei-me com o moleque e seu carrinho de controle remoto. Ele lançou seu olhar perverso na minha direção e lhe mostrei a língua.
- Vou pegar o seu carrinho! – Disse sem produzir nenhum som. Péssima ideia! O moleque abriu o berreiro em plena loja.
Aproveitei os segundos em que a mãe estava distraída no celular e saí da fila imediatamente, a fim de não causar outra confusão. Foi a vez de o meu celular tocar. Olhei o visor e revirei os olhos.
- Fala Ju!
- Onde você está?
- No motel e você?
- Vai à merda, André! Se você estivesse no motel é claro que não me atenderia!
Revirei os olhos mais uma vez, minha irmã é chata pra cacete!
- Ainda bem que a Luíza puxou o pai.
- Vai se foder! Ela não tem NADA do pai!
Gargalhei! Quer irritar a Juliana? É só dizer que a Luíza é toda o pai, o que, por sinal, é uma grande mentira!
- O que você quer?
- Quero saber que horas você chegará amanhã à casa da mamãe. Ian não quer ir de carro por causa da Lei Seca.
- E por que você acha que eu vou de carro?
- Eu não disse que você ia de carro, seu imbecil! - Sim, minha irmã é muito gentil. - Não vou com você, só quero saber que horas você vai chegar lá.
- Ah... – Respondi pensativo, tentando encaixar a informação de que eles não iriam de carro na conversa, mas conheço minha irmã o suficiente para saber que ela emenda os assuntos, independente de eles terem qualquer ligação.
- Responda a minha pergunta! – Sim, ela é autoritária também.
 – Por volta das sete da noite. – Grunhi.
- Ok, chegaremos por volta desse horário também. Onde você está?
Ela não ia desistir. – No shopping Tijuca comprando o presente da Luíza.
- Não acredito que você deixou para a última hora de novo, André!
– Eu sempre deixo para a última hora! – Até parece que não me conhece!
- Você comprou a boneca da Pepa?
- O quê? – Sei lá quem é Pepa!
- A Luíza adora a Pepa! Vou mandar uma foto pra você pelo WhatsApp.
Se minha sobrinha quer, ela terá! – Mande pra mim. Comprei uma princesa linda para ela, mas vou dar essa também.
- Pare de encher a Luíza de mimos, André!
- É minha sobrinha!
- Arranje uma filha!
Ok. Agora ela me irritou! – Mande a porra da foto! Desligando em três, dois, um!
Bufei antes de desligar. Enquanto aguardava sua mensagem, olhei à frente e vi Aline numa conversa com a esquisita. Ela e sua orelha larga. Um bip em meu telefone me trouxe de volta à realidade quando a mensagem da Ju chegou. Cliquei no ícone do WhastApp e abri a foto. Meu estômago embrulhou completamente.
- A porca rosa?
Porra! Eu precisava ter uma conversa urgente com a Luíza!


Em Dezembro 

Sobre Bya Campista

Blog da Escritora Bya Campista. Autora dos livros Pele e Uma noite Apenas, publicados pela Editora Tribo das Letras; Alma e Armadilhas do Amor, ambos em fase de produção.

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