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ARMADILHAS DO AMOR



By  Bya Campista     14:22    Marcadores:,,,,,,, 
Queridos Leitores, 
Conhecem o meu novo Romance, Armadilhas do Amor
Esta história encontra-se em fase de produção e alguns capítulos estão disponíveis no Wattpad
Que tal dar uma passadinha para conhecer? 



Sinopse: Após ser traída por um homem, cuja grande parte de sua vida dedicou, Milena mergulhou num momento de profundo recolhimento e solidão, dedicando-se somente à sua carreira. Agora, a doutora Milena Andrade era uma advogada criminalista respeitada - e temida - por muitos.
Rafael Queiroz tinha uma vida tranquila e ordenada. Era apaixonado por sua carreira, pelo seu vôlei de praia e por suas noitadas agitadas – e pervertidas - com as mais lindas e sexys mulheres. Tudo era perfeitamente organizado em seu mundo. Era chegado o momento de Milena seguir sua vida. Libertar-se e viver, ainda que sozinha, uma vida verdadeiramente feliz. Rafael, por sua vez, continuaria sua vida perfeita em seu mundo devidamente controlado a sua maneira. O que eles não contavam, era que a vida tinha outros planos, e muitas armadilhas. Do amor, inclusive.
Aqui, uma prévia do Prólogo para vocês. 
Finalmente, o dia da minha formatura! Eu estava tão eufórica, tão feliz! Por mim e por Leandro, aquele que eu pensava ser o homem da minha vida. Eu o conheci na faculdade e vivemos juntos até este fatídico dia que, até então, seria o mais importante da minha vida.
Sem ele saber, fiz uma cópia da chave de seu apartamento. Embora estivéssemos juntos há cinco anos, ele nunca havia me dado a cópia da chave de sua casa. Como eu nunca reparei isso?
Eu pretendia lhe fazer uma surpresa, então, girei a chave e entrei. Ouvi alguns sons estranhos... Seriam gemidos? A televisão, talvez? Assim que abri a porta de seu quarto, o que vi nunca mais sairia de minha mente. Vivian, minha prima, que também atende pelo pseudônimo de “piranha”, estava ajoelhada na cama enquanto Leandro investia pesado nela por trás. Eles estavam tão entretidos um no outro, que não perceberam a minha presença.
Eu permaneci estática olhando toda aquela cena grotesca a minha frente. Era como se eu tivesse saído de meu próprio corpo e visse tudo de cima. Vivian gemendo sem parar, enquanto Leandro a fodia de forma primitiva, dizendo as mais perversas orgias que nunca disse para mim. Aliás, eu só tinha visto aquela posição nos vídeos pornôs que Alessandra, minha melhor amiga, me enviava pelo WhatsApp.
Sinceramente, não sei por quanto tempo fiquei ali, mas, o fato é que eu vi tudo. Com todos os sórdidos detalhes.
- Ora, ora, vejam quem está aí! Gostaria de participar da festa? – Vivian perguntou petulante, enquanto Leandro saía de dentro dela, tirando o preservativo. – Hum, acho que não. Você é puritana demais e não faz esse tipo de coisa.
Pisquei, incrédula, e Leandro, que também atende pelo pseudônimo de “filho da puta”, concluiu de forma humilhante.
- Ah, mas não faz mesmo! – Balancei minha cabeça, não acreditando naquilo que eu ouvia. – É mais fria que o inverno no Canadá.
Aquilo foi uma apunhalada forte em meu peito. Cinco anos...
Cin-co-mal-di-tos-a-nos dedicados a esta merda de homem!
O que aconteceu em seguida foi degradante demais para ser reproduzido e, após passar por humilhações inimagináveis, saí daquele lugar da forma menos degradante que consegui.
Entrei no meu carro e girei a chave. Imediatamente o ar condicionado e o som ligaram. Eu suava. Frio, é claro. Não me lembro da música que estava tocando, apenas de que segurei o volante com força e desabei.
Quanto tempo fiquei daquela forma humilhante? Minutos? Horas? Não sei, para mim, poderiam ter sido dias e até uma eternidade. O fato é que chorei, chorei. E chorei.
Eu precisava parar, precisava deixar de sentir pena de mim mesma. Abri minha bolsa e peguei meu celular, conectando-o ao meu rádio. Selecionei minha pasta de músicas, escolhendo a de Zé Ramalho.
“Eu desço dessa solidão. Espalho coisas sobre um Chão de Giz.”
 Eu cresci ouvindo essa música, o meu pai adora, e o filho da puta do Leandro detesta. Aumentei o som o mais alto que pude e me juntei ao Zé, que sabia das coisas.
“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força. Ou de vênus.”
Eu cantava alto, enquanto dirigia sem rumo.
“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom.”
Eu chorei, chorei. E chorei.
“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar, meus vinte anos de boy, That's over, baby!”
Sim! Quem era Milena Andrade, afinal, se não uma sombra idiota de Leandro Costa?
“Freud explica!”
Não Zé, nem Freud jamais seria capaz de explicar esta merda...
Eu chorei, chorei. E chorei.
“No mais estou indo embora!” (Chão de Giz, Zé Ramalho).
Sim, eu precisava ir embora, precisava me libertar de tudo aquilo. A música ecoava em minha mente, “estou indo embora”...
Eu realmente não me lembro de como consegui chegar até a minha casa...
O fim do nosso tosco noivado veio à tona no dia seguinte ao da minha formatura, que foi o pior dia da minha vida. Desde então, eu soube que havia morrido ali. Milena Andrade era somente um corpo que vivia os seus dias de forma automática, tentando sobreviver: casa, trabalho. Trabalho, casa.
“Estou indo embora...” Eu ouvia o Zé todos os dias. Várias vezes. O Leandro detestava essa música, então, eu a ouvia várias e várias vezes...
“Estou indo embora...” Casa, trabalho. Trabalho, casa...
Por falar em trabalho, ele me ajudou muito e eu mergulhei como quem encontra um bote salva vidas quando se afoga no mar. Hoje sou uma advogada criminalista respeitada – e temida – por muitos.
Coração? Eu não tenho e eu não me importo. Antes eu era idiota, agora... Bom, agora eu sou o que se deve ser. 
Divulgação
Armadilhas do Amor. Capítulos disponíveis em Armadilhas do Amor no Wattpad

Sobre Bya Campista

Blog da Escritora Bya Campista. Autora dos livros Pele e Uma noite Apenas, publicados pela Editora Tribo das Letras; Alma e Armadilhas do Amor, ambos em fase de produção.

2 comentários:

  1. Bya, muito bom! Vou te procurar hoje mesmo no Wattpad. Preciso ler mais desse romance! <3

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  2. Linda Rosangela!
    Seja bem-vinda!
    BjÔ em seu coração.

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