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BÔNUS UM: DIMITRI LOGAN (PELE)



By  Bya Campista     23:05    Marcadores:,,,, 
Olá Lindas e Dimitris! 
Vocês que leram Pele e aguardam ansiosamente por Alma, que tal se divertirem com um pequeno Bônus? 
Esse "Bônus Dimitri Logan" foi publicado no Wattpad quando a publicação dos capítulos de Pele foi suspensa e fez bastante sucesso. 
Se você ainda não leu, pelo menos, os três primeiros capítulos de Pele - disponíveis aqui para degustação na aba "Pele" - não leia esse bônus, pois contém spoiler. 
Ao todo foram publicados quatro bônus de Dimitri Logan e um do Colin. Há ainda um bônus da Linda que não foi publicado.
Como sabem, Pele é um livro escrito em terceira pessoa, ou seja, sou eu, a autora, que conta a estória. O interessante neste bônus é que ele é contado em primeira pessoa, ou seja, na visão do personagem, no caso, de Dimitri Logan. 
Estão prontas? Então sejam bem-vindas ao mundo de Dimitri Logan. Divirtam-se e se apaixonem...

O conteúdo deste artigo é adulto. 
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BÔNUS UM: DIMITRI LOGAN
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Estava naquele elevador maldito passando a mão pelo meu cabelo oitocentas e cinquenta mil vezes. Eu odeio aquele japonês! Se ele não fosse tão estúpido, eu já estaria fora dali há tempos. Chato, arrogante e com cara de joelho o safado, não deve comer ninguém! E que fique registrado que ele é o único assim! Devo dizer que adoro os orientais, as orientais, na verdade, aliás, as orientais, as francesas, as brasileiras... Enfim...  
A porta se abriu e andei o mais rápido que pude, daria tudo por um café. Passando pela recepção, não hesitei em perguntar e fui indicado a seguir em frente para beber o melhor café da região. Bom, eu não tinha a menor ideia se ele era bom ou não, mas estava perdido ali. O que estava acontecendo na mesa à frente? Que língua é essa? Eu não parava de pensar. A cada vez que ela passava aquela maldita língua na xícara meu pau dava sinais de vida. Controle-se Logan. Mas, juro, era impossível.
O garçom chegou com o tal café, mas eu nem queria mais saber dele, não o da xícara que ele trazia, pelo menos. E se eu passasse minha língua exatamente onde a dela passou e depois encostasse em seus lábios e... Pare! Pare agora Logan! Controle-se caralho! Ela estava indo embora e eu estava enlouquecendo ali. Meu pau doía e eu precisava pensar.
- Por favor, traga minha conta e a conta daquela senhorita também. – Disse ao garçom enquanto enfiava a mão em meu paletó. – E coloque esse cartão no lugar de sua nota. Obrigado.
Feito isso, fiquei de camarote assistindo ao espetáculo. Enquanto o garçom falava, seu rosto foi ficando vermelho. Meu Deus, ainda havia garotas que enrubesciam hoje em dia? Ela me olhou confusa, com aqueles olhos amendoados arregalados, indefesa e eu meneei a cabeça em sua direção, pensando no quão submissa ela estava me olhando daquela forma.
Depois disso, pasmem, ela não olhou mais para mim. Como isso seria possível? Todas as mulheres do universo olhavam para mim! O que ela deveria fazer era beber mais um gole de seu café e olhar mais uma vez em minha direção, mas, tudo o que ela fez foi mudar o fim da história, fechando sua bolsa depois de passar a porra daquela língua na xícara mais uma vez. Qual é o problema dessa garota? Precisa ficar com essa língua para lá e para cá? Eu me mexia desconfortavelmente na cadeira, aguardando o momento em que ela olharia para mim, quando o garçom chegou com minha conta.
- Mas o que é isso? – Bradei ao ver a carta vazia.
- A conta do senhor está paga. Cortesia da senhorita à frente.
Olhei em sua direção e ela simplesmente levantou sua xícara com um sorriso que me deixou em maus lençóis. Eu não sabia, mas tinha sido fisgado ali. Ou teria sido na parte da língua? Bom, não sei muito bem ainda, isso me confunde um pouco. Mas, é claro que isso não ficaria assim! Nunca em minha vida alguém havia pago qualquer coisa para mim, a não ser meus pais quando eu era criança. Sua atitude era absurda, é claro!
Imediatamente me levantei e caminhei até sua mesa. Ela estava de cabeça baixa fechando sua bolsa e, ao levantar, pareceu chocada em me ver ali, porém, não mais do que eu.
Se aquela língua já tinha fodido todos os meus miolos, agora eu estava literalmente na merda. Ela tinha uma pequena pinta acima de seus lábios e, é claro que diabolicamente, para me destruir de vez, ela passou aquela maldita língua nos lábios e eu juro que foi em câmera lenta. Que pinta é essa? Eu quero passar a língua nela... Pigarreei.
- Não havia necessidade. - Disse estendendo a conta em sua direção.
- Não fiz por necessidade. – Respondeu-me prontamente.
- Então por quê? Senhorita... – Eu não sabia como chamá-la. - Acho que estamos em desvantagem. Não sei o seu nome e você sabe o meu. Seria uma gentileza sua me dizer, não acha? – Disse dando minha piscadinha da morte, aquela que molha calcinhas ao redor.
- Linda. Linda Parlson. Desculpe, não tenho cartão.
Por que ela estava vermelha? Será que consegui o efeito desejado? - Então senhorita Parlson, não precisava ter se dado ao trabalho. – Eu a olhava intensamente, era algo que eu não conseguia evitar. Seus olhos, sua boca, eu não sei muito bem o que era. Ela estava nervosa? Seria possível isso? Respondeu que queria apenas retribuir minha gentileza e me chamou de senhor. Cristo! Se meu pau estava dormindo, que na realidade não estava, acordou imediatamente. E para meu total desespero, completou me chamando de senhor Logan. Cacete, se ela continuasse assim, iria dar merda.
- Dimitri, apenas Dimitri, afinal, não sou tão mais velho que a senhorita, não é? – Tentei responder o mais natural possível, procurando não pensar na revolução que acontecia dentro da minha calça e para meu total desespero, ela sorriu. De novo. Esse sorriso foi e sempre será minha perdição.
Não sei de onde tirei isso, mas perguntei a ela se iria sempre àquele lugar, aquela perguntinha clichê que os baunilhas fazem quando querem conhecer alguém. Que ridículo! E eu perguntei essa merda! Fiquei pasmo quando me disse que trabalhava no prédio em frente à cafeteria, aquele em que eu estivera minutos antes em reunião com aquele japonês filho da puta, cara de joelho que não come ninguém.
- Que interessante... Acabei de sair de uma reunião neste prédio. Coincidência, senhorita Parlson? – Perguntei pensando o que poderia ter acontecido se ela entrasse no elevador no momento em que eu estava descendo. Pronto! Mais uma vez, o meu pau maldito gritava dentro da minha calça. Será que ela trabalhava na empresa do japonês?
Perguntei onde trabalhava e ela me respondeu que num escritório de advocacia. Menos mal, não queria saber dela perto daquele japonês idiota. Mas, qual era o meu problema com essa porra desse japonês? Bom, ele estava empacando o meu negócio e eu queria mandar esse cara de joelho de volta para o Japão o mais rápido possível.
Então, de repente, ela se despediu e se levantou, me pegando completamente de surpresa. Corri atrás dela feito um cachorrinho, que tristeza. Quando chegamos à rua, perguntei como pretendia ir embora. Inacreditável, mas iria de metrô. Como uma menina como ela poderia ir embora sozinha de metrô numa cidade como Nova York? Aquele metrô louco, completamente estranho e ela sozinha? Não me pareceu nada seguro, então, ofereci uma carona, mas ela não aceitou. Como é? Ela não aceitou minha carona com a desculpa esfarrapada de que eu nem sabia para onde estaria indo.
- Não há um lugar no mundo aonde eu não possa ir senhorita Parlson. – Sim, era bom que ela soubesse disso. Dimitri Logan sempre consegue aquilo que quer e vai aonde quiser. Simples assim. Bom, nem sempre, descobri isso naquele dia. Inacreditavelmente, ela continuava recusando minha oferta dizendo que iria para casa como sempre, de metrô, tudo bem, blá blá blá para me dar o fora. Nem fodendo!
- Tudo bem? Pode ser perigoso! E já está escuro pra você ir andando por aí sozinha. – Respondi meio nervoso.
- Ah... E é mais seguro eu entrar no carro de um desconhecido senhor Logan? – Indagou de uma maneira que quase me fez perder os sentidos. A filha da mãe, além de tudo, era inteligente e me olhava de uma forma... Aqueles olhos...
- Bingo, senhorita Parlson. – Respondi antes que ela resolvesse colocar aquela maldita língua nos lábios novamente e ela sorriu. Seria possível ter virado dia naquele momento? Então me agradeceu pelo café e foi embora.
Eu a vi se afastar de mim quando um pensamento macabro veio à minha mente: que eu não a veria mais. Olhei seus cabelos escuros, lisos e longos, caídos nas costas formando grandes cachos nas pontas, balançando conforme ela se distanciava. E eu imaginando minhas mãos se enrolando naqueles cachos enquanto a colocava de joelhos no banco de castigo. Seu corpo esguio por dentro do vestido, suas pernas levemente torneadas, aguçando meus pensamentos mais ainda e ela estava indo embora e eu realmente precisava fazer alguma coisa.
- Espere! Não é nada seguro entrar no carro de um desconhecido, mas, também não é nada seguro caminhar sozinha a esta hora da noite. Sendo assim, acompanharei a senhorita até o metrô. – Disse enquanto me posicionava ao seu lado, eu precisava ganhar tempo e essa me pareceu uma boa ideia.
No momento em que me viu caminhar, Raymond, é claro, veio com a BMW atrás de mim. Ele não saía da minha cola, a menos que eu ordenasse e eu não precisava pedir para que ficasse ao meu lado, aliás, não precisava pedir nada a ele. Raymond me conhecia muito antes de eu nascer, como costumava dizer. Nada disso era novidade, o que era novo ali era o fato de eu estar explicando a ela quem era Raymond, ainda que fosse um mínimo detalhe. Resolvi mudar de assunto, perguntando onde ela morava e levei uma patada como nunca havia levado na minha vida, não me lembro muito bem o que ela disse, mas foi algo do tipo foda-se, você não tem nada a ver com isso! É claro que não foi desta forma, esse é o jeito Senhor Logan de ser, não o dela. Foi de uma forma sutil, mas ainda assim me atingiu. Essa merda não estava indo bem...
- Onde está a gentileza, senhorita Parlson?
Ela pareceu profundamente arrependida e se desculpou milhões de vezes, dizendo que estava cansada, que havia tido um dia cheio e aquilo me sensibilizou. Eu sabia muito bem o que era ter um dia cheio e agitado, a diferença é que eu gostava daquilo, diferente da maioria das pessoas. Ela tocou o meu braço e imediatamente senti uma descarga elétrica em meu corpo. O que era aquilo? Será que ela havia sentido também?
- Tudo bem, não há problema. – Respondi. – Sei como é ter um dia difícil. Antes mesmo de entrar naquele café eu tive uma reunião daquelas! E depois um grande espetáculo de degustação de café mais sexy que já vi na minha vida. Não pude deixar de pensar imaginando sua língua e a minha na pinta acima de seus lábios. Eu estava ficando meio tonto quando ela perguntou se meu trabalho era muito estressante. Estava na cara que, inacreditavelmente, ela não fazia a menor ideia de quem eu era. O que eu poderia dizer àquela mulher?
- Sou um homem de negócios. Controlo um império e gosto do que faço. Eu gosto de estar no controle, isso me excita. Se é estressante? Bom, há dias que não são os melhores, mas, de uma forma geral, meus dias são – Neste momento parei e lancei lhe meu olhar penetrante, aquele em que derreto tudo o que estiver pela frente e sim, isso foi muito proposital. - excitantes.
Vamos lá, hora de você se derreter, garota! Mas, é claro que eu não poderia deixá-la pensar. - E os seus? – Perguntei de cara e quando achava que ela sucumbiria aos meus encantos, eis que, mais uma vez, ela me mostra como é que se faz.
- O senhor quer saber se meus dias são estressantes ou excitantes?
Porra! Que pergunta foi essa? E ainda me chamou de senhor! Controle Dimitri. Controle. Olhei no fundo de seus olhos e disse com a voz mais sexy que eu poderia ter. - Quero saber se seus dias são... excitantes, senhorita Parlson. Seus dias e suas noites.
Ela corou! Inacreditável! Ela corou de novo e eu, bom, consegui meu objetivo, ela estava entrando no meu jogo. Sim, no final das contas, era tudo um jogo não era? Não, não era... Mas isso eu só iria descobrir mais tarde.
Ela pareceu um pouco constrangida quando disse que seus dias eram normais e eu deveria ter parado com a palhaçada ali, mas eu meu nome é Dimitri Logan e, bom, como alguns sabem, não sou Deus e não costumo perdoar certas coisas quando o meu desejo está em jogo. – E suas noites?
Joguei e o rosto dela parecia que iria pegar fogo. É claro que eu não ajudava em nada a olhando intensamente. Ela me pareceu um pouco perdida quando me respondeu que suas noites também eram normais.
- Normais... – Eu não pude evitar de repetir e ela ficou visivelmente constrangida, sacando seu bilhete do metrô, mas, antes que pudesse fazer menção de ir embora, é claro que eu a informei que a acompanharia até a plataforma e, como bom cavalheiro que sou – e um idiota também – cedi o lugar às damas.
Então ela desceu as escadas na minha frente e eu vi aquela bunda maravilhosa e a imagem das minhas mãos se instalando nela me deixou meio tonto e fez o volume em minhas calças aumentar. Cristo, eu precisava de controle!
- Foi um prazer, Dimitri. – Disse ao chegar à plataforma.
- Ainda não Linda. – É claro que não! Pude sentir quando ela ficou perdida, finalmente estava conseguindo o que queria, ela iria sucumbir, então, quando eu achava que estava tudo controlado, a terra fez seu movimento de rotação ao inverso e mandou tudo para o quinto dos infernos dentro de mim. Ela sorriu. E que sorriso! Lá estava ele sendo minha perdição mais uma vez. Era impressionante como tudo se iluminava quando ela sorria, como me fazia sentir bem, com aquela sensação de paz, de que a vida era bela e que tudo daria certo. Sorri de volta, não pude evitar. Era como um reflexo.
Ela abriu sua bolsa e tirou seu telefone de lá de dentro e imediatamente meu iPhone vibrou em meu paletó. Eu a olhava completamente vidrado, seus olhos amendoados e profundos me olhavam de uma forma... Meu Deus, como alguém poderia me olhar assim? O aparelho não parava de vibrar então resolvi pegá-lo.
- Logan. – Respondi sem conseguir tirar os olhos dela, estava completamente hipnotizado.
- Agora você já sabe algo sobre mim.
Respondeu olhando diretamente em meus olhos e eu me senti exposto, invadido, como nunca me senti em minha vida e não sabia que a sensação poderia ser tão boa, embora apavorante. 
Sem mais nada dizer, a senhorita Linda Parlson desligou o telefone, inseriu seu bilhete na roleta e foi embora, enquanto eu, o poderoso Dimitri Logan fiquei ali, com cara de idiota, completamente desnorteado com o telefone suspenso no ar, vendo-a desaparecer no meio da multidão. 




Sobre Bya Campista

Blog da Escritora Bya Campista. Autora dos livros Pele e Uma noite Apenas, publicados pela Editora Tribo das Letras; Alma e Armadilhas do Amor, ambos em fase de produção.

6 comentários:

  1. Lembra que ontem disse que necessito ler o seu livro e que vou ler? Bem, agora eu preciso mais que urgente do Sr. Logan ;)
    Não resisti a curiosidade e li o Bônus, e sabe de uma coisa... Amei <3
    Já estou até suspirando pelo Sr. Logan apenas por ter lido esse breve trecho, agora imagina quando ler o livro todo.. vou surtar hahahha

    Adorei Bhya. Muito bom mesmo!
    Beijo, Beijo, sucesso!!!

    aculpaedosleitores.blogspot.com.br

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    1. Linda Taty! Bom te ver por aqui.
      Oh... Srta. Curiosa! :)
      Fico feliz que tenha gostado. Pele está lá na Amazon ainda, hehehe.
      Já viu a degustação aqui no blog? Dá uma lida. Está na aba "Pele". Leia e depois me fale. :)
      BjÔ em seu coração.

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  2. Aiaiaiaiaiai Nada como matar a SAUDADE, que pulsa em meu coracao, SAUDADE do sr. Dimitri Logan #LoganManiaca# FOREVER.... a sim nao DA ne srta Bya eu nao aguento...please o meu CORACAO precisa urgentemente de #ALMA#..... sem palavras...se estou ANCIOSA .......................................... ja diz tudo ne....AGUARDANDO bjos

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    Respostas
    1. Linda Rosa!
      É tão bom ver você sempre por perto! :)
      Fico feliz que tenha conseguido fazer o cadastro.
      Alma sendo deliciosamente trabalhado para vocês, viu. :)
      BjÔ em seu coração.

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  3. Bya acabei de lêr o livro e me apaixonei... Por favor qndo sairá o livro Alma... Super anciosa PARABÉNS é lindo o seu livro

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  4. Adorei... doida para ler Alma...
    Bjs,
    Clã dos Livros

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