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Bônus três: Por Dimitri Logan. (PELE)



By  Bya Campista     21:51    Marcadores:,,,,,,, 
Olá Lindas e Dimitris! 
Seguindo com os nossos deliciosos "Bônus de Pele", trago mais um que, na minha humilde opinião, é o melhor da série "Dimitri Logan"! Este bônus é interessante por que nos traz todas as angústias e sentimentos de Dimitri e nos mostra um pouquinho deste ser tão encantador - e engraçado. 
Desejo que se divirtam bastante e se apaixonem cada vez mais. Prontos? 

O conteúdo deste artigo é adulto.
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BÔNUS TRÊS: POR DIMITRI LOGAN
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Eu estava no meu carro, sim, o meu carro e não qualquer um, então alguém poderia me explicar o por que aquela merda se fechava contra mim? O meu próprio carro... Raymond me olhava de rabo de olho pelo retrovisor, cenho franzido, semblante preocupado. O que é? Foda-se! Eu quero saber o que aqueles dois estão fazendo ali dentro! 
Eu olhava meu relógio a cada segundo pensando no seguinte fato: se ela tinha apenas uma hora de almoço, por que estava demorando tanto? Que inferno! Será que não iria sair daquela droga de restaurante? Eu me perguntava passando a mão pelo meu cabelo. Nervoso, irritado e inquieto eram palavras que me definiam bem naquele momento.
Foda-se! Eu iria sair dali naquele minuto, entrar naquele restaurante e... Puta merda! Eles estavam saindo. Felizes demais... Que tanto esse merda a faz rir assim? Será que ele é namorado dela? E por que esse pensamento me deixou completamente desconfortável? Fiz uma anotação mental para analisar isso mais tarde. 
Acompanhei os dois, felizes pela calçada até entrarem no edifício e eu juro que queria matar aquele babaca. Eles sumiram de minhas vistas e saber que aquele cara estava tão perto dela assim me deixou desconfortável. Mas, o que era aquilo? Ordenei a Raymond que me levasse de volta ao meu escritório sem olhar para ele. Provavelmente ele deveria estar pensando que eu havia sido infectado por um vírus e minhas faculdades mentais haviam sido comprometidas. Ele teria razão? 
Duas da tarde, as horas não passavam e eu tinha certeza de que havia um complô intergaláctico contra mim. Eu não conseguia me concentrar em nada do que deveria, a única coisa que minha mente registrava eram aqueles doces olhos amendoados e arregalados em minha direção e aquele sorriso... Cristo! Como alguém poderia ter um sorriso daqueles? Era um inferno! Eu via os doces olhos da senhorita Parlson, em seguida seu lindo sorriso, que me levava a sua diabólica pinta acima de seus lábios, que me levava a sua língua... Pronto! A revolução estava feita dentro das minhas calças. Como alguém poderia trabalhar desta forma? 
Três das tarde, perdi a conta de quantas xícaras de café tomei, aliás, péssima escolha. Cada uma delas me levava àquela diabólica língua e eu a imaginava no meu pau. Puta merda! Eu não sou normal... Eu precisava ver aquela mulher de novo ou enlouqueceria. Será que aquele babaca era namorado dela? Sim, eu deveria estar trabalhando, mas não conseguia me concentrar em outra coisa. Eu precisava falar com ela. Aquilo era loucura, eu só tinha visto aquela linda garota uma vez, uma! E foi o suficiente para ela ser minha perdição. 
Quatro da tarde, eu estava na merda. Todos os meus compromissos do dia haviam sido cancelados por minha própria determinação, mas o problema não era a falta do que fazer. Sempre havia algo para fazer no Império Logan e eu era um homem extremamente ocupado, ainda que estivesse dormindo. O problema era aquela mulher, a senhorita Linda Parlson que não saía da porra da minha cabeça! Será que eu realmente havia sido infectado por um vírus? 
Cinco da tarde, dane-se! Eu iria lá! Eu precisava vê-la novamente. Ao comunicar Raymond sobre meu destino, sua expressão foi impagável, mas ele era discreto e fiel demais a mim para tecer qualquer comentário. Melhor assim. Fiquei um longo tempo dentro do carro estacionado em frente ao prédio onde ela trabalhava aguardando minha princesa sair. 
Seis da tarde, em ponto. Onde ela estava? O fluxo era intenso na entrada do edifício, várias pessoas se dirigindo às suas casas ou seja lá para onde quer que fossem, e nada da minha princesa quando, de repente, senti aquela porrada em meu peito. E foi forte. Doeu. A senhorita Parlson surgiu saindo com aquele cabelo preso, sua serenidade e calmaria provocando um verdadeiro turbilhão dentro de mim. Senti algo ser esmagado em meu peito e, embora pudesse ser uma sensação apavorante, eu me sentia extremamente bem. Sacudi a cabeça, não estava entendendo nada daquilo... O que estava acontecendo comigo, afinal?
Ela estava indo à direção oposta a minha e eu realmente precisava fazer alguma coisa. Imediatamente abri a porta, voando em sua direção. 
- Senhorita Parlson. 
Meu Deus, eu a assustei! Minha princesa deu um pulo e um pequeno grito no meio da rua e eu me amaldiçoei por isso. 
- Desculpe, não quis assustá-la. 
Ela se virou em minha direção e disse meu nome, sim, o meu nome em sua língua. Cristo, eu precisava desesperadamente controlar o meu pau. Então, descaradamente, me perguntou o que eu estava fazendo ali. 
- A rua é pública senhorita Parlson. – Mandei. O que mais poderia dizer? Vim aqui por que você não saiu da porra da minha cabeça o dia inteiro? – Além do mais estou saindo de minha reunião, lembra? – Fui obrigado a mentir e pareceu funcionar. 
- Como foi o seu dia? E o seu compromisso na hora do seu almoço? Se divertiu? – Sim, eu era a ironia em pessoa. Foda-se! Eu precisava saber. 
Ela deu de ombros e perguntou se minha reunião havia sido produtiva. Cristo, como aquela garota era encantadora. Eu sorri passando a língua em meus lábios e segurando-a entre os dentes, era algo que não conseguia evitar. Perguntei se ela estava indo para casa e ela aquiesceu. Eu estava nervoso, não queria que ela fosse embora, mas, estávamos ficando sem assunto e eu sempre tinha assunto... Eu parecia um adolescente idiota! Mas o que afinal estava acontecendo comigo? Essa era a pergunta de um milhão de dólares. 
Pus minhas mãos no bolso e perguntei, virando meu pescoço de lado. Sim, eu estava sendo irônico mais uma vez. - O que acha de tomarmos um café? Ou você também tem um compromisso agora? 
Para minha total felicidade, a senhorita Parlson não teria compromisso, mas antes que eu pudesse relaxar fui informado de que, devido a um suposto problema de estômago, estava tentando diminuir o café. Como é? Ela estava me dispensando de novo? Como alguém conseguia ir ao céu e ao inferno em questão de apenas um segundo? Bufei. Aquilo não estava acontecendo... Restaurante mexicano com aquele babaca filho da puta e dor de estômago pra mim? Nem fodendo! Pensei.  
– Um suco, vitamina, água, qualquer coisa Linda, podemos tomar qualquer coisa! – Eu estava nervoso e gesticulava, enquanto passava as mãos pelo meu cabelo. Aquela mulher escorria pelos meus dedos e isso era desesperador. 
Ela me olhou por alguns instantes com aqueles lindos e profundos olhos amendoados antes de aceitar meu convite e eu exalei com força, nem sabia que estava segurando a respiração. Isso só podia ser castigo... Quando o assunto era mulher, eu sempre podia escolher entre um leque de opções a minha disposição sem precisar fazer o menor esforço para escolher minha submissa. Foi assim com todas, tudo fácil demais, mas aquela garota estava me dando uma surra ali. Surra... Eu juro que queria colocá-la no banco de castigo e lhe dar uma daquelas. 
Há tempos não tinha uma submissa, quer dizer, há pouco mais de um mês conduzi Roberta – de novo - ao jogo, aliás, se arrependimento matasse... Será que era isso? Será que eu estava enferrujado? Ou aquela mulher estava mesmo me colocando no chinelo, como dizem por aí?  
Perguntei se ela tinha alguma sugestão. Ela deu de ombros mais uma vez e sugeri o local onde tudo começou. Sim, eu sei, romântico demais para mim, mas o que eu poderia fazer? Já tinha dito. Foda-se! Eu precisava pensar rápido antes que ela encontrasse outra forma de escapar de mim e, além do mais, ela concordou. 
Estávamos parados esperando para atravessar e não consegui evitar olhar aquela mulher ao meu lado. Parecia que havia um ímã que me puxava em sua direção. Conforme seu nome, a senhorita Parlson era realmente linda, seu perfil era perfeito. Ela estava ficando vermelha, visivelmente sem jeito pela forma a qual eu a olhava. Era inevitável não olhar para ela. 
O sinal abriu e eu segurei em sua cintura para conduzi-la e juro que uma descarga elétrica passou por ali, entrando por minhas mãos e reverberando por todo o meu corpo, me fazendo arrepiar até o fio de cabelo. É claro que parou no meu pau e eu tive que praticamente fazer uma meditação yogi para conseguir me concentrar. Cristo, eu precisava foder aquela mulher urgentemente. 
Quando chegamos à cafeteria, a senhorita Parlson se dirigiu ao toalete enquanto fiquei ali com os meus demônios. Será que ela estava mesmo com algum problema de estômago ou queria mesmo me dispensar, mas era gentil demais para isso?  Sim, ela era um anjo, doce, linda, quem não desejaria aquela mulher? Esse pensamento me fez lembrar do babaca filho da puta que esteve com ela naquela tarde. Será que era seu namorado? Remexi-me desconfortavelmente na cadeira. 
Olhei minha mão lembrando-me da sensação ao tocar seu corpo e ela estava vestida, meu Deus. O aconteceria se aquela mulher estivesse nua em meus braços, eu a apertando e fodendo com força... Pare Logan! Levei minha mão ao rosto, fechando meus olhos. Eu precisava me concentrar, mas o cheiro dela estava em mim. Como isso era possível? Será que eu realmente havia sido infectado por um vírus? 
No momento que seu cheiro me invadiu, a imagem de seus cabelos presos me veio à mente, foi inevitável e eu desejei soltá-los imediatamente com força. Porra, isso não estava indo bem, meu pau estava tão desesperado dentro de mim que chegou a doer. Eu só imaginava o que teria por baixo daquela roupa toda que ela usava e a imagem me fez passar a língua nos lábios com prazer. E certo desespero. 
A senhorita Parlson voltou do toalete e perguntei o que gostaria de beber. Ela deu uma rápida olhada no cardápio e sem rodeios, decidiu por um suco de Cranberry. Ótimo, gosto de mulheres decididas. Pedi dois sucos de Cranberry ao garçom.
– Opto por sua escolha, senhorita Parlson. 
– Espero que não se arrependa. – Respondeu-me com um sorriso encantador. Por que tudo naquela mulher tinha que ser perfeito? 
- Tenho certeza de que não. – Respondi olhando-a profundamente. Na verdade eu queria desesperadamente entrar naquela mulher. - Conte-me, você disse que trabalha num escritório de advocacia, não é? – Eu precisava me acalmar. 
Thompson Lawers. E você? - Quis saber. Essa mulher realmente não fazia a menor ideia de quem eu era. Dei de ombros. 
- Tenho minha própria empresa senhorita Parlson.
 - Ah...
O garçom trouxe nossos sucos e enquanto bebíamos, eu pensava no por que estava agindo de forma diferente com ela. Por que a havia convidado para tomar um suco ou qualquer outra coisa que fosse para ter aquela conversinha baunilha? Isso não fazia nenhuma merda de sentido para mim! De certo já teríamos discutido os termos do jogo e ela estaria embaixo de mim amarrada, vendada, amordaçada e eu a estaria fodendo loucamente e não ali, na porra de uma cafeteria tomando uma porra de um suco de Cranberry. Estava mais do que na hora de Dimitri Logan acertar as coisas. 
- Linda você tem namorado? – Mandei direto e reto. Ok, talvez tenha sido bem sutil para Dimitri Logan, mas, ainda assim, achei que a menina fosse ter uma síncope. Ela tossiu, quase se engasgando com o próprio suco e eu precisei me controlar para não oferecer ajuda. Controle Logan, mantenha o controle. Eu a olhava fixamente aguardando minha resposta. 
Ela gaguejou e, cambaleante, completamente vermelha enquanto limpava sua linda boca com um guardanapo, me respondeu que não e sorri internamente. O babaca filho da puta estava fora do páreo, embora eu soubesse piamente que a rondava como mosca de padaria, aquele merda. Então a senhorita Parlson me surpreendeu quando perguntou se eu tinha namorada. Cristo! Aquela garota realmente não me conhecia. 
- Não sou fadado a relacionamentos senhorita Parlson. 
Vi quando ela ficou completamente perdida, analisando minhas palavras. Sim, querida, não há nada a esperar de mim além do fato de que você será minha submissa e fará o que eu ordenar, pelo tempo que eu ordenar, desde que concorde com meus termos, é claro. Mas, romance? Não, definitivamente essa palavra não combinava comigo, pelo menos, até eu conhecer aquela mulher que mudaria completamente minha vida. Ou será que, na verdade, ela havia me trazido à vida? 
- Marido? Noivo? Amante? Caso? Amizade colorida ou qualquer tipo de situação? – Continuei implacável enquanto bebia meu suco calmamente. Eu precisava ter certeza de que realmente não havia ninguém atrapalhando o meu caminho. Sim, sou possessivo e não gosto de dividir o que é meu com quem quer que seja. 
– Já disse que não. 
- Você me disse que não tem namorado. – Bradei. 
Ela me olhou cética enquanto eu mantinha minha calma, mordendo meu indicador e olhando-a fixamente. O que eu desejava mesmo era morder aquela boca! - Linda, preciso saber se você está dormindo com alguém. 
Inacreditavelmente a senhorita Parlson corou. - E por que você precisa saber isso? - Perguntou-me.  
- Por que é exatamente o que estou louco para fazer desde o primeiro minuto em que pus meus olhos em você nesta maldita cafeteria – Eu a olhava profundamente. - Eu quero foder você Linda, então preciso saber se já tem alguém fazendo ou querendo fazer o que eu desejo. 
Se antes eu achei que a senhorita Parlson fosse ter uma síncope, agora eu tinha certeza, tamanho o seu choque. Seus olhos estavam arregalados, sua boca entreaberta e ela respirava com certa dificuldade. Será que eu tinha ido longe demais? Mas, era desta forma que tinha que ser... Ou não? 
Completamente desconfortável, gaguejando e tentando falar com o fio de voz que tinha, a senhorita Parlson me informou que não estava dormindo com ninguém. Senti-me vitorioso, mas também um completo idiota. Eu havia invadido sua privacidade de forma brusca e totalmente displicente. Eu poderia ter sido mais cauteloso, menos arrogante, talvez, mas eu não sabia ser de outra forma. A verdade era que nada daquilo fazia parte da minha vida. Estar numa cafeteria tentando desesperadamente conquistar uma mulher era uma situação a qual Dimitri Logan nunca passaria. 
Eu achava que meu mundo estava em ordem, tudo voltando aos eixos quando, mais uma vez, a senhorita Parlson me deu uma rasteira, sacudindo tudo dentro de mim, me desequilibrando completa e emocionalmente. Com a maior calma do mundo, pôs seu suco em cima da mesa e me olhando com aqueles intensos olhos escuros, me disse.
 - Desculpe, mas isso não será possível Dimitri. Com licença. 
E saiu. O quê? Aquilo não estava acontecendo. Ela havia ido embora, escorrido pelos meus dedos mais uma vez. Levantei-me correndo atrás dela igual um cachorrinho, era a segunda vez que eu fazia isso e essa constatação me deixou em pânico. 
Essa mulher tinha voado da cafeteria porque eu não a via mais. Outro pânico.  E se eu não a alcançasse? Nesse momento, o maldito garçom veio atrás de mim e percebi que se referia à conta. Totalmente irritado, abri minha carteira e puxei a primeira nota que apareceu, tentando cair fora dali o mais rápido possível. Eram míseros cem dólares e o pobre homem tentou argumentar. 
- Fique com o maldito troco. – Rosnei, eu precisava sair dali o quanto antes se quisesse encontrar minha princesa. 
Saí da cafeteria como uma flecha e a encontrei na rua. Imediatamente segurei seu braço. - Linda... – Tentei me aproximar, mas ela se afastou de mim. – Não faça isso, eu sei que você quer a mesma coisa. 
– Você é muito convencido, sabia? 
Meu Deus, não era isso que eu queria dizer e juro que fiquei completamente envergonhado. - Não é isso. Só sou bom em avaliar as pessoas. Eu conheço as pessoas Linda, conheço os sinais e os sinais que seu corpo me manda... – Deixei as palavras soltas no ar, enquanto me aproximava mais dela e ela se afastava de mim. Não se afaste de mim... Eu pensava. – Eu sinto essa energia entre nós Linda e eu sei que você sente também. Ela é quase palpável. – Aquilo estava ali, não era possível que ela não sentisse também. 
- Dimitri... Eu... 
Linda estava fugindo de mim, se afastando à medida que eu me aproximava dela, mas, ao mesmo tempo, eu sabia que ela me queria. Eu não estava sendo convencido ali, isso era um fato. A verdade é que eu estava desesperado, sou obrigado a confessar. Eu sabia que Linda se sentia atraída por mim tanto quanto eu me sentia por ela, era inevitável, nossos corpos se comunicavam, tinham uma linguagem própria. O problema é que eu tinha certeza de que ela não fazia ideia de como eu a queria. Não era em uma relação convencional o que eu estava interessado naquele momento. 
Consegui deixá-la literalmente contra a parede quando pus minhas mãos ao lado de seu corpo.  - Eu o quê? 
- Eu... Eu não sei se quero isso... - Respondeu fechando os seus olhos com força sacudindo a cabeça enquanto eu recuava um passo atrás, passando as mãos nervosamente pelo meu cabelo. 
- Não sabe? – Como isso era possível? Se ela não sabia então eu iria mostrá-la. 
Segurei sua nuca com força e a puxei com vontade em minha direção, grudando sua boca na minha e aquilo foi minha perdição. Cristo, era como se meu lugar fosse ali. Sua boca se abriu e minha língua a invadiu com fúria, ela era quente como o inferno e eu me sentia no paraíso. Mais uma vez sensações opostas... Quando se tratava daquela mulher, tudo era um paradoxo.   
Eu acariciava seu corpo, reivindicando cada parte dele a mim. Sua língua acompanhava a minha, sim, aquela língua que acariciou aquela xícara de café estava agora dentro da minha boca, explorando cada canto dela. Aquilo me acendeu. Como é que pode um beijo combinar tanto com o meu? O encaixe era perfeito e ao pensar nisso, meu pau doeu. Ele já estava em ponto de bala e tenho certeza de que ela o sentia em sua barriga. 
Nada mais importava ali, eu só a queria grudada em meu corpo e a apertava com tanta força... Minha língua a invadia desesperadamente, penetrando em todos os lugares de sua boca, passeando por todos os espaços, explorando-a. Ela era minha desde aquele momento, embora eu ainda não soubesse disso. Eu a engolia, queria arrancar sua roupa e estar dentro dela e foda-se que estávamos em plena Oitava Avenida! Eu não via nada disso, somente ela, somente Linda e não havia nada no mundo que me preenchesse mais do que ela. Eu ardia por aquela mulher. 
Contra minha vontade, a soltei, mas seus olhos ainda estavam fechados e eu a olhava profundamente. Não sou capaz de dizer o que estava sentindo ali, meu corpo e minha mente pareciam estar em ebulição. Eu reverenciava aquela mulher a minha frente, olhava sua boca, seu rosto, seu corpo. Eu sentia que ali era o meu lugar, mesmo aquilo não fazendo nenhum sentido para mim. 
- Venha comigo. – Pedi lhe estendendo a mão quando ela finalmente abriu seus lindos olhos e ela aquiesceu, me oferecendo sua pequena e delicada mão. 
Conduzi minha princesa a minha BMW e ordenei a Raymond que nos levasse para minha casa. Eu precisava manter meu controle, mas, a verdade era que eu estava em êxtase. O fato é que, pela primeira vez, eu realmente sentia algo dentro de mim. Aquilo me assustava, é claro, eu não sabia o que era, mas era uma sensação tão boa. 
Linda entrou no carro e eu já não segurava mais a sua mão, mas ainda a sentia na minha. Embora eu ainda não soubesse, a verdade era que, a partir daquele momento, Linda estaria na minha pele – e no meu coração - para sempre.




Sobre Bya Campista

Blog da Escritora Bya Campista. Autora dos livros Pele e Uma noite Apenas, publicados pela Editora Tribo das Letras; Alma e Armadilhas do Amor, ambos em fase de produção.

4 comentários:

  1. Ops e Voce sr. Dimitri Logan, estaria na minha "PELE" pra sempre....aiaiaiaiaiai OMG....Esta tortura nai acaba mais???? Quero, preciso de "ALMA" pois "PELE" ja esta em minha PELE...ploft MORRI ;)

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  2. Ai que máximo...amei...
    Ele caiu direitinho por ela!
    Adorei Bya.....
    <3 <3 <3

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  3. Eu lembro desse bônus!!!! Dimitri com ciúmes... tão lindo! ♥

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