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BÔNUS DOIS: POR DENTRO DE DIMITRI LOGAN (PELE)



By  Bya Campista     23:10    Marcadores:,,,,,, 
Olá Lindas e Dimitris! 
Seguindo com os Bônus de Pele, deixo aqui para vocês o segundo: Por dentro de Dimitri Logan
Esse é um bônus interessante por que entraremos um pouco no personagem, entendendo seus conflitos, dilemas e até suas ações e reações. Vale lembrar que quem não leu o livro Pele não deve ler esse bônus, pois contém spoiler. Além disso, é continuação do primeiro bônus postado.
Vale lembrar também que o conteúdo deste artigo é adulto. 
Prontas? Convido a todas a virem Por dentro de Dimitri Logan.

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BÔNUS DOIS: POR DENTRO DE DIMITRI LOGAN
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Embora ela já tivesse ido embora há alguns minutos, eu ainda segurava o telefone em minha mão completamente perdido naquela estação. Pessoas tentavam seguir viagem, mas eu atrapalhava parado no meio da roleta, obstruindo o caminho. Precisava ir embora dali o mais rápido possível. Estava nervoso e aquele lugar parecia se fechar contra mim. Estranho... Nunca tive uma sensação claustrofóbica antes.
Subi as escadas correndo dois degraus de uma vez, eu precisava ir embora. Olhei meu iPhone e vi seu número.
Linda. Esse era o seu nome que soou como música em minha mente. Era impressionante, mas, nenhuma sinfonia de Beethoven ou Bach poderia ser mais profunda para mim do que aquele nome. Lembrei-me da forma como ela me olhou quando me ligou na estação. Nunca me senti tão nu em toda a minha vida, tão invadido. Era como se aquela mulher olhasse para além de mim, era como se pudesse alcançar minha alma, coisa que nem eu mesmo seria capaz de fazer.
Eu estava confuso, tenso, nervoso, aquilo tudo era muito novo para mim, eu nunca havia me sentido daquela forma e, embora fosse bom, era apavorante, delicioso e perverso, calmo e agitado... Eram sensações opostas, um paradoxo e eu não sabia como lidar com tudo aquilo.
Ao chegar à rua, finalmente, vi Raymond e minha BMW. O meu mundo estava de volta, aquilo que eu sabia exatamente como controlar. E o controle era essencial para mim, assim como o ar que você respira.
- Para onde senhor Logan?
- Para casa Raymond. - Entrei no meu carro e me recostei em meu banco. De volta ao meu mundo. Eu precisava do meu lugar, do meu porto seguro.
Entenda, minha casa era o meu mundo, o primeiro lugar em que me sentia protegido. O segundo era meu escritório. Em ambos os lugares, todos os espaços tinham o meu toque, o meu jeito. Cada peça, cada cor, cada metro quadrado, tudo era Dimitri Logan.
Venho de uma família de três filhos onde sou o estreante. Sempre fui o centro das atenções, já nasci assim. Modesto? Realista, eu diria. Sempre deixei minha marca, até quando não era intencional. Desde criança sempre conseguia tudo o que queria e isso nada tinha a ver com o fato de eu ser filho único na época e sim com duas coisas as quais aprendi desde cedo e que sempre estiveram comigo: controle e persuasão. Dimitri Logan sempre controlou o mundo e soube muito bem ser persuasivo. E irresistível também, é claro. Sempre fui assim, não sinta raiva de mim por esta declaração.
Meus maravilhosos irmãos nasceram e nem por isso deixei de ser o Rei da festa. Conforme eu disse, irresistível. Amo minha família incondicionalmente, sempre amei. Ela é a base de tudo e sempre será. Minha mãe é uma mulher forte e maravilhosa. Meu pai, meu velho amigo, faleceu há pouco mais de seis anos, eu tinha vinte e um e uma grande responsabilidade nas costas. Eu já fazia parte das indústrias Logan, mas não era o “Big Boss” e você não imagina como é dormir empregado e acordar patrão. Todos ali dependiam de mim e eu simplesmente tive de saber como lidar com tudo aquilo de uma vez, de uma hora para outra, ainda que estivesse sem chão. Em relação ao trabalho, tirei de letra. Conforme eu disse, controle e persuasão. O difícil foi e continua sendo a falta que meu velho me faz e isso nada tem a ver com o trabalho.
Bom, voltando ao meu dilema, a noite havia chegado e eu, Dimitri Logan, o todo poderoso, irresistível detentor do controle do universo, rei da persuasão tentava desesperadamente dormir e tirar da porra da minha cabeça aqueles olhos amendoados que invadiram minha alma sem pedir licença, varrendo tudo dentro de mim. Ali era o meu porto seguro, minha casa, mas de nada adiantava. Se fechasse os olhos ela vinha, se os abrisse, ela estava lá. Que inferno!
Levantei-me e fui à sala, para o meu sofá. Nada como uma boa música para acalmar os ânimos e ela sempre esteve presente em minha vida desde pequeno, mas não houve nenhuma sinfonia de Chopin, Beethoven, Mozart ou Bach que pudesse acalmar meu coração e minha alma naquele momento. Eu me sentia agitado, andava de um lado para o outro sem conseguir tirar aquela linda imagem de minha cabeça. Linda... Incrivelmente linda, como seu nome, como ela mesma.
As horas se passaram e em algum momento apaguei. Sonhos desconexos...  Quarto de jogos e ela em meus braços, amarrada, amordaçada, suspensa... Línguas em xícaras, café... Champanhe, vinho... Acordei todo suado, de pau duro e completamente desnorteado. Mas o que era aquilo? Eu parecia um moleque de quinze anos!
Agora estava aqui em meu escritório, meu último porto seguro, então por que ainda me sentia tenso? Eram quase dez da manhã e eu ainda não havia feito nada. Por que ela não saía da porra da minha cabeça? Olhei meu celular mais uma vez e aquele bando de números me olhava inquisitivamente. Larguei-o em cima da mesa, fui à janela, passei as mãos pelo cabelo, fechei os olhos... Nada funcionava. Quer saber?
Primeiro toque e nada. Segundo, terceiro, quarto... Será que ela não iria atender? E então, finalmente!
- Linda Parlson.
Tremi na base, aquela voz quase me derrubou. Mas onde será que estava a porra do meu controle? - Senhorita Parlson bom dia! – Respondi de forma animada.
- Quem está falando, por favor?
Filha da puta! Respirei fundo. Mantenha a calma Dimitri. - Chegou bem ontem? - Perguntei e juro que eu queria colocá-la no banco de castigo e lhe dar uma boa surra. Como assim quem estava falando?
- Dimitri. – Respondeu finalmente. – Cheguei sim, obrigada. E você?
- Como sempre senhorita Parlson.
E então houve um silêncio incômodo até ela soltar.
- Hum, o que deseja Dimitri? Com certeza você não me ligou para saber se eu cheguei bem a minha casa.
Não pude deixar de me lembrar da forma a qual falou comigo na plataforma, aqueles olhos. Jamais esquecerei aquela cena agora você já sabe algo sobre mim. - Bem, seria mais uma coisa que eu saberia sobre você... – Respondi sem pensar e quando me dei conta do romantismo exagerado que, diga-se de passagem, não tinha porcaria nenhuma a ver comigo, lancei lhe um convite para almoçar. Sim, direto ao ponto. Eu teria uma reunião as duas e meia ali perto e o convite veio a calhar.
Fui informado de que só teria uma hora de almoço, o que, de início, seria suficiente para mim. Então algo inesperado, inédito e inacreditável aconteceu e o mundo poderia ter acabado ali. De certo, pensei que acabaria. Ela me disse que tinha um compromisso e sugeriu o dia seguinte. Como é? Sacudi a cabeça. Ela estava mesmo me dispensando? Que porra de compromisso poderia ter no meio do expediente? Amanhã? Eu não quero amanhã! Estou dizendo hoje! Hoje! Que porra era aquela?
- Amanhã... Verei o que posso fazer senhorita Parlson, tenha um bom dia.
Desliguei. O que eu poderia fazer? Precisava tirar meu time de campo, bater em retirada. Estava confuso, nunca tinha lidado com a rejeição antes, aquilo era inédito para mim. E totalmente incômodo.
- Como assim ela tem um compromisso? – Eu rosnava possesso, não podia acreditar naquilo. Perguntava se ela estava realmente me dispensando, mesmo tendo sugerido o dia seguinte, até porque ela não tinha de sugerir porra nenhuma, quem decidia aquela merda era eu. Conforme eu disse, era difícil lidar com a rejeição. Essa era uma palavra que não existia no dicionário Logan.
Eu andava de um lado para o outro em meu imponente escritório, estava subindo pelas paredes. Aquilo não estava acontecendo... Quem mexeu na porra do meu universo e mudou os planetas de lugar? Dei um soco em minha mesa, estava completamente descontrolado quando Carla, minha secretária entrou em minha sala. Eu gritei de uma forma que, tenho certeza, se ela fosse cardíaca eu responderia culposamente por um crime. O que eu poderia fazer? Quem mandou entrar ali naquele momento? Eu queria e precisava ficar sozinho! Será que era tão difícil entender isso?  Ela balbuciou alguma coisa sobre a reunião das duas e meia e eu fiquei mais puto, sentindo a rejeição penetrar mais forte em minha alma ao me lembrar do tal compromisso.
- Cancele todos os meus compromissos de hoje Carla. – Respondi de forma ríspida, sem ao menos olhar para ela, que não moveu um músculo sequer. Qual era o problema dela? Será que também iria me desafiar?
- Você está tendo alguma dificuldade para entender minha ordem Carla? – Rosnei. Sim, o senhor Logan “O Magnata Carrasco” estava de volta. Carla prendeu a respiração, gaguejou e de alguma forma, girou nos calcanhares me deixando sozinho, finalmente. E eu fiquei ali, com o pensamento em Linda e a voz de sua rejeição ciclicamente em minha cabeça. Levantei-me e fui à janela olhar minha cidade. Estava linda, o dia ensolarado, alegre, e eu totalmente obscuro. Como ela poderia ter um compromisso no meio do expediente? Pensei passando as mãos nervosamente pelos cabelos, fechando meus olhos com força. O que estava acontecendo comigo?
Embora seu compromisso fosse ao meio dia, as onze em ponto eu já estava com minha BMW estacionada em frente ao prédio onde ela trabalhava, com Raymond me olhando inquisitivamente pelo retrovisor. Foda-se você também! Eu queria saber que porra de compromisso era aquele para ela me dispensar daquele jeito.
Entenda, eu não estava nem aí para o que ela iria fazer, nem onde, nem com quem, só queria saber o que poderia ser tão importante para ela me chutar daquela maneira. Bom, você acreditou na merda em que acabou de ler? Ótimo, porque nem eu sou capaz de acreditar também! Mas eu juro que repeti esse mantra em minha mente o tempo todo. Eu precisava me apegar a algo dessa forma, estava completamente perdido.
Sabe aquele momento em que você acha que toda a merda do universo aconteceu com você e nada mais pode ser pior? Então, notícia triste: pode. Prendi a respiração, arregalei meus olhos e abri minha boca em forma de O. Que porra era aquela?
Saindo do prédio, pude ver minha princesa – sim, ela já era minha princesa, embora eu ainda não soubesse disso – sair ao lado de um modelo loiro, babaca, filho da puta. Que porra era aquela? Quem era aquele cara? Ela disse alguma coisa e ele sorriu. Ei babaca! Está rindo de que? Vi quando colocaram seus óculos escuros e no momento em que eu estava curtindo a visão de minha princesa, aquele idiota laçou suas mãos em volta de sua cintura. Solte-a. Agora! Remexi-me desconfortavelmente em meu banco, enquanto sentia todos os meus músculos se enrijecerem. Tenho certeza de que Raymond me observava atônito. Foda-se de novo! Eu quero saber o que é aquela merda toda ali na frente. 
Mais uma declaração dela e outro sorrisinho idiota daquele babaca. Essa merda não estava indo bem... Tão felizes... E a porra das mãos dele na cintura dela... Passei as mãos nervosa e desesperadamente pelo cabelo. Então era esse o compromisso que ela tinha... Eu não podia acreditar. Perdido, era isso. Eu estava perdido...  



Sobre Bya Campista

Blog da Escritora Bya Campista. Autora dos livros Pele e Uma noite Apenas, publicados pela Editora Tribo das Letras; Alma e Armadilhas do Amor, ambos em fase de produção.

3 comentários:

  1. Nao me canso de LER...RELER... LER...RELER....aiaiaiaiai Sr.Logan TDB...#LoganManiaca# Forever....

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  2. OMG, tão possessivo e altamente ciúmento!
    Preciso do livro 2.....preciso..... rsrsrs
    <3
    Clã dos Livros

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